Tenho acompanhado a evolução dos casos de Covid-19 no país, mais do que acompanho declarações presidenciais por um motivo claro: manter a sanidade mental e já estar ciente que o presidente é conivente com o que está por vir.


Autor: José Everton Fagundes - Médico formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco/Revisão e Edição: Raul G. M. Silva - Editor-chefe Mundi Ex-Libri / Chage: Tiago Recchia.

Os dados são alarmantes e não há vislumbre no horizonte de uma melhora. Somente em Pernambuco uma análise de regressão (modelo estatístico que pode prever o comportamento de fenômenos naturais) nos revela que antes mesmo do fim de maio atingiremos os dois mil mortos. Quem são esses mortos? Não sei se serão seus parentes ou conhecidos, mas podem ser.


A cada dia que passa, a ingerência governamental e o sadismo praticado pelo executivo lembram Adolf Hitler, que mandava matar Judeus enquanto dizia que o mínimo estava sendo feito para "protegê-los". Claro, os ares são outros, mas o genocídio ganha tinturas mais terríveis: o foco do governo parece ser matar mais velhos, negros e pobres. Se há objetivos econômicos ou fascistas ou eugênicos nesse agir, isso deixo com vocês.


O fato é que, para nós, que estamos em linha de frente, resta a esperança de que estados e municípios segurem ao máximo o avanço catastrófico que está por vim. Nossas armas são nossas angústias e coragem. Ninguém parece se importar que nós temos nossas famílias e nossas próprias dificuldades enquanto o caos só cresce. Já vemos a doença se espalhando pelos interiores, já vemos pessoas morrerem e nos perguntamos: o que causou essa morte, foi uma simples gripe ou Covid-19? Para o presidente, tanto faz, não importam as mortes, não importam os profissionais de saúde, ele prefere a questão semântica de dar nomes mais leves a situações complexas. Cruel, mas para Bolsonaro, normal.


Genocídio como política / CST-PSOL

O novo ministro da saúde mais parece um zumbi que segue as ordens cegas de seu amo. Não se ouve medidas, não se ouve planos ou projetos de mitigação ou enfrentamento. Pelo contrário, ouvimos falar sobre se nossa capacidade de enterrar mortos está patente. Se assemelha ao holocausto, eu sei, mas é mais moderno.


Em 1930, diante da grande seca, o Governo Cearense construiu campos de concentração e matou inúmeras pessoas, as escondidas, para os historiadores clássicos, mas as claras para todos que quisessem ver.


E a história se repete. Bolsonaro assumiu que irá capitanear o seu próprio genocídio, sem dar ordens, sem aparentemente sujar as mãos, mas sendo ele o principal promotor do caos.


Protejam os seus, e ignorem ordens do presidente que pouco está se importando se você irá perder um tio, um avô ou mesmo a própria vida. Afinal, ao que tudo indica ele já adoeceu, escondeu isso de todos e agora beastifica o fim de muitos.



Site: Alexandre Padilha - Deputado Federal - PT

Há, sem dúvidas, um genocídio acontecendo no país. Não sabemos ainda quantos irão morrer, mas eu não quero me atentar a números, pois acredito que se formos amparar nossas humanidades em números, ignoraremos que somos (ou seremos) nós esses dados, esses números, essas vidas que o presidente trata como "e daí".


O cerco se fecha: a curva de contaminados está em franca ascensão, já há colapso dos sistemas de saúde de diversos estados brasileiros e em alguns lugares, valas coletivas já foram abertas. Muitas famílias já choram a dor da morte, associada ao desdém presidencial e ao luto cortado, rasgado por uma despedida que está sendo feita sob caixões lacrados, ou em tristes crematórios. É duro não poder se despedir de alguém que a gente ama. É duro admirar um caixão ou um punhado de cinzas, é duro compreender que ninguém está a salvo, nem mesmo os que já adoeceram.


Que as forças boas do universo nos protejam. Que sobrevivamos. E por favor, se você gostou desse texto, concorda com o que aqui denuncio, compartilhe, marque seus amigos, temos que fazer algo para evitar o pior. Temos que fazer, temos que impedir que os cemitérios sejam nossa política de estado.



Edição: Mundi Ex-Libre e Web Rádio e TV Muira-Ubi
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