O novo presidenciável já discursou em ato bolsonarista e entrou em conflito com comunidade quilombola na Bahia

O PTB terá um novo candidato à presidência da República. Kelmon Luís da Silva Souza substituirá Roberto Jefferson, que teve o registro de sua candidatura negado pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão proferida nesta quinta-feira (1).


Condenado a sete anos de prisão em 2012, Jefferson foi beneficiado em 2016 por indulto de Natal assinado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Na decisão desta quinta, o TSE avaliou que o indulto afeta apenas os efeitos primários da condenação - a pena de prisão -, mas não efeitos secundários, como a inelegibilidade.


Kelmon é baiano e afirma ser padre ortodoxo, mas não faz parte da comunhão das Igrejas Ortodoxas do Brasil. Como seria vice de Jefferson, ele já teve seu nome avaliado pelo TSE e não tem impedimentos legais.


Estorvo para quilombolas


Em 2020, Kelmon se envolveu em uma disputa com a comunidade quilombola Bananeiras, na Ilha da Maré, em Salvador (BA), onde morava desde 2018.


Ele anunciou pelas redes sociais que havia colocado a pedra fundamental do que seria a "paróquia de São Lázaro de Betânia" – dentro do manguezal Ponta do Capim, uma área de proteção ambiental. O anúncio não foi comunicado aos moradores da comunidade quilombola, que, por lei, têm direito a consulta prévia. Kelmon convocou a imprensa e disse ser vítima de intolerância religiosa.


Em 2021, o auto-proclamado padre ortodoxo fez um discurso em um ato pró-Bolsonaro no 1º de maio, na avenida Paulista, em São Paulo (SP). A partir de então, tornou-se conhecido nas redes sociais da extrema-direita. 


Saiba mais sobre o novo candidato do PTB nesta matéria do Leia Mais.


Edição: Thalita Pires - Rede Brasil de Fato e Muira-Ubi Web Rádio e TV

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