Influenciadora e mais 3 são presos em operação contra golpes online A influenciadora Aryadna Cristina, o marido dela e outras duas pessoas foram presas e um quinto investigado é procurado durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (29), que apura suspeitas de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Os nomes dos demais alvos não foram divulgadas. O g1 tenta localizar a defesa de Aryadna. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridas 20 orde

Influenciadora e mais 3 são presos em operação contra golpes online A influenciadora Aryadna Cristina, o marido dela e outras duas pessoas foram presas e um quinto investigado é procurado durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (29), que apura suspeitas de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Os nomes dos demais alvos não foram divulgadas. O g1 tenta localizar a defesa de Aryadna. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridas 20 ordens judiciais contra cinco investigados, incluindo mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de sequestro de veículos em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos apreendidos. A influenciadora e o companheiro moram no bairro Tijucal, na capital. Os outros dois presos são uma mulher, de 35 anos, moradora do bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por suspeita de envolvimento em fraudes eletrônicas e foi detido novamente nesta quinta-feira. O quinto investigado não foi localizado e é considerado foragido. Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Atuação do grupo Aryadna Cristina foi presa em operação da Polícia Civil Instagram/reprodução De acordo com a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, por meio de falsos anúncios de veículos e golpes como os do falso parente e do falso funcionário de banco. A polícia apurou que os valores transferidos via Pix eram divididos entre contas bancárias de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil, e depois concentrados em uma das pessoas investigadas, que redistribuía o dinheiro. Segundo a investigação, os recursos eram usados na compra de veículos de alto valor e joias, que seriam exibidos nas redes sociais. O prejuízo das vítimas já identificadas soma mais de R$ 400 mil. A apuração aponta ainda que uma das mulheres presas coordenava um núcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Já Aryadna, que se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital, exibia um padrão de vida que, segundo a polícia, não seria compatível com a renda declarada. Ainda conforme a investigação, o homem de 41 anos continuava a orientar a movimentação dos recursos mesmo após ter sido colocado em liberdade, com auxílio da esposa, também presa nesta fase. A polícia também aponta que ele seria integrante de uma facção criminosa. Durante a abordagem, foi encontrada com ele uma pequena quantidade de droga. Por esse motivo, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de entorpecente para consumo pessoal. Primeira fase A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e celulares, incluindo um carro avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações começaram em 2023, após denúncias anônimas. Segundo a Polícia Civil, a análise dos materiais apreendidos, de laudos periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e de dados financeiros obtidos com autorização judicial permitiu aprofundar a apuração e identificar a participação dos alvos desta segunda fase. Os investigados foram indiciados por suspeita de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Fonte: g1.globo.com