Milho, mandioca, feijão, carne, leite, café, frutas, hortaliças, entre tantos outros, são produtos que fazem parte da agricultura familiar. Esses alimentos também estão presentes na merenda escolar, principal refeição de muitos estudantes brasileiros, e chegam às escolas por meio do trabalho de agricultores familiares. No Brasil, a agricultura familiar ocupa uma extensão de 80,9 milhões de hectares, o que corresponde a 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros

Milho, mandioca, feijão, carne, leite, café, frutas, hortaliças, entre tantos outros, são produtos que fazem parte da agricultura familiar. Esses alimentos também estão presentes na merenda escolar, principal refeição de muitos estudantes brasileiros, e chegam às escolas por meio do trabalho de agricultores familiares. No Brasil, a agricultura familiar ocupa uma extensão de 80,9 milhões de hectares, o que corresponde a 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros, segundo a Embrapa. O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) é um programa do governo federal que consiste no repasse de recursos financeiros para o atendimento de estudantes matriculados em todas as etapas e modalidades da educação básica. Pelo menos 30% dos recursos federais do PNAE devem ser investidos na compra direta de produtos da agricultura familiar. Merenda escolar em destaque O município de Capitão Leônidas Marques, localizado no sudoeste do Paraná, possui uma forte ligação com a agricultura familiar, principalmente em relação às escolas. Atualmente, 27 famílias vendem seus produtos para a alimentação escolar da rede municipal de ensino A cidade ganhou projeção nacional com a participação no reality show Merendeiras do Brasil, organizado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O objetivo é dar visibilidade à política de alimentação escolar, às merendeiras e aos nutricionistas que integram o PNAE. Elisa Szekut, participante que representava o município, conquistou o primeiro lugar, dando visibilidade ao trabalho realizado nas escolas. Para mim, foi a experiência mais incrível que tive na vida, e sair de lá como campeã foi ainda mais gratificante. A gente sente que é capaz e que o trabalho que realizamos é importante, onde muitas vezes não é valorizado, declarou Elisa. A cozinheira comenta que, graças aos projetos e programas que estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados, a agricultura familiar tem sido importante para que esse trabalho aconteça. Com tudo, esperamos que cada vez mais projetos como esse sejam valorizados e, consequentemente, as cozinheiras escolares também sejam vistas como um dos papéis mais importantes das escolas, completou a profissional. Produtos da agricultura familiar integram o cardápio das escolas de Capitão Leônidas Marques e contribuem para uma alimentação mais variada e nutritiva dos estudantes. Divulgação. Alimentação escolar A nutricionista responsável pela alimentação escolar do município, Elister Balestrin, ressalta a importância da agricultura familiar para uma alimentação saudável nas escolas. Para a profissional, a inserção desses produtos nas redes de ensino amplia a oferta de alimentos e nutrientes, respeita a sociobiodiversidade e valoriza a cultura local, além dos agricultores locais e regionais. Ela comentou sobre algumas das receitas que estão no cardápio do município, como macarrão de ora-pro-nóbis e salada colorida. Segundo ela, é importante valorizar a cultura alimentar local e regional, pois isso resgata e preserva os hábitos alimentares locais e regionais. O investimento na alimentação escolar pode contribuir para o aprendizado das crianças, segundo estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que analisou o desempenho dos estudantes em português e matemática. Os resultados sugeriram que a oferta de alimentos mais saudáveis e nutritivos, provenientes da agricultura familiar, pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo dos alunos, resultando em maior concentração em sala de aula e melhor desempenho nas avaliações. Texto produzido por Kariny Camilo e Thabata François, acadêmicas do curso de Jornalismo do Centro Universitário FAG, sob orientação da professora Julliane Brita, para a 24ª edição da Revista Verbo, veiculada na 5ª edição do City Farm FAG.
Fonte: g1.globo.com