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No Amazonas, 47 municípios estão em emergência por causa da estiagem; outros 15, em alerta

Estiagem afeta todos os municípios do Amazonas Na Região Norte do país, nem a chuva das últimas horas mudou o cenário da estiagem. No Amazonas, todos as cidades estão sofrendo os efeitos da seca. A chuva caiu forte. A correnteza arrastou um barco. A água levou alívio para o calor, mas não mudou a situação dos rios. No Amazonas, 47 municípios estão em emergência por causa da estiagem. Outros 15, em alerta. Em Lábrea, o barco encalhou em um afluente do Rio Purus, um dos mais secos n


Estiagem afeta todos os municípios do Amazonas Na Região Norte do país, nem a chuva das últimas horas mudou o cenário da estiagem. No Amazonas, todos as cidades estão sofrendo os efeitos da seca. A chuva caiu forte. A correnteza arrastou um barco. A água levou alívio para o calor, mas não mudou a situação dos rios. No Amazonas, 47 municípios estão em emergência por causa da estiagem. Outros 15, em alerta. Em Lábrea, o barco encalhou em um afluente do Rio Purus, um dos mais secos na região. Equipes de saúde enfrentam dificuldades para levar atendimento às comunidades ribeirinhas. Em Manaus, os impactos da descida das águas já aparecem em seis bairros e em pelo menos 88 comunidades rurais e ribeirinhas. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Durante todo o período de cheia, a área é coberta pelo Rio Amazonas. Mas, agora, a água deu lugar a um monte de vegetação e muita lama. Quem vive lá diz que só viu esse cenário nas secas severas de 2023 e 2024, as maiores já registradas. É uma paisagem que impressiona e preocupa. No Amazonas, 47 municípios estão em emergência por causa da estiagem; outros 15, em alerta Jornal Nacional/ Reprodução Para o pesquisador do Inpa Renato Sena, a estiagem é grave. A estação chuvosa se aproxima, mas a recuperação dos rios ainda depende de um volume maior de água em toda a bacia amazônica, e os efeitos do El Niño preocupam. A gente já tem a perspectiva que isso vai acontecer, 2026 para 2027 terá uma estação chuvosa muito deficitária, deveremos ter pouca precipitação nas bacias amazônicas, uma cheia pequena e uma seca grave novamente, afirma Renato Sena, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Em outra área de Manaus, os barcos transportam moradores ribeirinhos, mas o rio está muito seco. O risco é você dar uma encalhada na lama, bater a palheta em um pau, em uma pedra, porque qualquer pau quebra uma palheta de alumínio, conta o condutor de embarcação José Moraes - palheta é a hélice que movimenta o barco. Quem depende do rio segue viagem, apesar dos riscos. Muita dificuldade, porque a gente, para fazer compra do mês, passa por todo esse processo da seca. E não tem como o ribeirinho sair dessa assim, diz a funcionária pública Ana Cláudia. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades Sem pasto e sem leite: seca no Sertão de Sergipe devasta lavouras e faz produtores perderem renda Crise climática causa danos cada vez maiores à saúde e exige emergência sanitária global, apontam cientistas

Fonte: g1.globo.com

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