Pular para o conteúdo
No ar
00:00 às 23:59 Progrmação Muira-Ubi Web Rádio com Josias Silva
Fale no WhatsApp

PL de Flávio Bolsonaro deve ficar isolado no pedido para anular a eleição

A decisão do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de não reconhecer a vitória do presidente Lula e pedir a anulação da eleição não deve ter apoio de outras legendas oficialmente. Até agora, MDB, Republicanos, União Brasil e PSD, que estavam apoiando o senador do PL, já reconheceram a vitória do presidente Lula. No PP, de Ciro Nogueira, o senador eleito Arthur Lira também reconheceu a vitória do petista e o parabenizou. Dentro do próprio PL, por sinal, há quem seja contra contestar

A decisão do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de não reconhecer a vitória do presidente Lula e pedir a anulação da eleição não deve ter apoio de outras legendas oficialmente. Até agora, MDB, Republicanos, União Brasil e PSD, que estavam apoiando o senador do PL, já reconheceram a vitória do presidente Lula. No PP, de Ciro Nogueira, o senador eleito Arthur Lira também reconheceu a vitória do petista e o parabenizou.
Dentro do próprio PL, por sinal, há quem seja contra contestar o resultado, inclusive na cúpula partidária. Mas dificilmente algum líder do PL irá se pronunciar oficialmente no sentido oposto ao anunciado neste domingo (25) à noite, após a vitória do presidente Lula. A avaliação destes líderes é que a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro foi muito expressiva, de 4,4 milhões de votos, afastando qualquer possibilidade de uma prorrogação da eleição de interferir no resultado.
Segundo levantamento do G1, pouco mais de 35 mil eleitores votaram depois das 17h, quando estava valendo a prorrogação de duas horas do final da eleição determinada pelo ministro Cristiano Zanin. Ou seja, não afetaria em nada o resultado. Mesmo que algumas seções fossem reabertas, a baixa abstenção nos Estados em que Flávio Bolsonaro solicitou a prorrogação, não iriam modificar o placar final, que mostrou Lula conquistando mais de 10 milhões.
Além disso, a abstenção no país foi menor no segundo do que no primeiro turno. Ou seja, os problemas que aconteceram país afora não afetaram a presença dos eleitores nas seções eleitorais espalhadas pelo Brasil. Mais eleitores decidiram votar, e não o contrário, o que esvazia o discurso usado por Flávio Bolsonaro para justificar sua decisão de não reconhecer a vitória de Lula e pedir uma anulação do pleito presidencial.
Em relação à decisão do ministro Cristiano Zanin, de determinar uma prorrogação em duas horas da eleição deste domingo, ela foi realmente polêmica. Flávio Bolsonaro está acusando o ministro do STF de tomar uma decisão para beneficiar o presidente Lula, tendo sido advogado e indicado pelo petista. Só que o PL também fez dois pedidos de prorrogação do horário de votação em mais duas horas. E, nos locais solicitados pelo PL para prorrogar a votação, a abstenção também foi menor.
Até no governo Lula há quem avalie que Zanin não deveria ter tomado a decisão, mesmo que tecnicamente tivesse argumentos para tal. Sua proximidade com Lula, destacam assessores do presidente, seria e está sendo usada pelos bolsonaristas para questionarem um resultado que, pelos números, não pode ser contestado. A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos, um número expressivo que afasta qualquer dúvida sobre sua vitória nas urnas.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar