Mãe de Ryan e esposa de Leonel, mortos em operações policiais, Beatriz da Silva Rosa é presa em Santos, SP Reprodução/TV Tribuna, Arquivo Pessoal e Polícia Civil A cozinheira Beatriz da Silva Rosa, que foi presa por suspeita de lavagem de dinheiro em Santos, no litoral de São Paulo, ficou conhecida nacionalmente ao comentar as mortes do marido Leonel Andrade Santos, de 36 anos, e do filho Ryan da Silva Andrade Santos, de 4, em confrontos policiais. As mortes aconteceram em um intervalo

Mãe de Ryan e esposa de Leonel, mortos em operações policiais, Beatriz da Silva Rosa é presa em Santos, SP Reprodução/TV Tribuna, Arquivo Pessoal e Polícia Civil A cozinheira Beatriz da Silva Rosa, que foi presa por suspeita de lavagem de dinheiro em Santos, no litoral de São Paulo, ficou conhecida nacionalmente ao comentar as mortes do marido Leonel Andrade Santos, de 36 anos, e do filho Ryan da Silva Andrade Santos, de 4, em confrontos policiais. As mortes aconteceram em um intervalo de nove meses, no Morro São Bento, em 2024 (veja mais abaixo). Na época, Beatriz afirmou ao g1 que a figura da Polícia Militar deixou de representar ajuda. "Não é segurança. Eles [policiais], que deveriam nos proteger, estão nos matando", disse a cozinheira. Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A prisão da mulher de 31 anos ocorreu nesta terça-feira (3), em agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no bairro Boqueirão. Ela estava no local para realizar uma perícia médica referente a um auxílio-doença. Agora no g1 De acordo com a Polícia Civil, ela era procurada por suspeita de lavar dinheiro do tráfico de drogas do marido. Na época da morte de Ryan, Beatriz contou à equipe de reportagem que Leonel havia deixado o crime após ficar preso por dez anos. Ryan era o mais novo entre os três filhos de Beatriz e Leonel. Após as mortes, a cozinheira afirmou que tentava mostrar para as crianças que elas não precisam ter sede de vingança. "Fiz do luto à luta. A gente vai tentando se refazer em cima daquela dor, correndo atrás para lutar e fazer justiça", disse. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a audiência de custódia será realizada nesta quarta-feira (4) e que o processo tramita sob segredo de justiça. A defesa de Beatriz não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Leonel Andrade Santos que foi morto durante a operação usava muletas e foi fotografado 1h antes de ser baleado; PM diz que houve confronto Reprodução e Arquivo Pessoal Prisão A prisão de Beatriz ocorreu após o sistema de inteligência da Polícia Federal identificá-la na agência do INSS. A informação foi repassada ao 3º Distrito Policial, que enviou uma equipe ao local. De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais abordaram a mulher e constataram que havia um mandado de prisão expedido pelo Departamento Estadual de Execução Criminal de Santos, da 7ª Região Administrativa Judiciária. A ordem judicial era válida até o dia 3 de março de 2038. Ainda segundo o registro policial, os agentes cumpriram o mandado de prisão contra Beatriz, e nenhum objeto ilícito foi encontrado durante a revista pessoal. Marido e filho Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, morreu após ser atingido por um disparo durante uma operação no Morro São Bento, em Santos (SP) Arquivo Pessoal Leonel usava muletas quando foi morto por agentes do 4º Batalhão de Choque em 9 de fevereiro de 2024, durante a Operação Verão. Familiares e vizinhos que testemunharam a ação informaram que os agentes chegaram atirando. Na época, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o homem foi baleado por apontar a arma para os policiais militares em uma ocorrência de tráfico de drogas. Ele foi um dos 56 mortos durante a Operação Verão, que aconteceu entre janeiro e abril de 2024. Sobre o caso de Ryan, o Ministério Público arquivou a investigação após a promotoria concluir que o tiro ocorreu em legítima defesa no confronto com suspeitos armados e que a morte da criança foi um resultado imprevisível. Na ocasião, a defesa da família informou que recorreria da decisão. Em 5 de novembro de 2024, policiais perseguiam dois adolescentes suspeitos de crimes um deles, identificado como Gregory Ribeiro Vasconcelos, morreu e outro ficou ferido. Durante a ação, Ryan estava brincando com outras crianças na calçada quando foi atingido por um disparo no abdômen. Laudo conclui que tiro que matou menino Ryan partiu de arma de PM em Santos VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Fonte: g1.globo.com